Juliano Cazarré atualiza saúde da filha e revela o que aconteceu
Por Flavia Cirino - 27/12/2025 - 09:25

Nos últimos anos, Juliano Cazarré passou a falar com mais frequência sobre fé, resistência e rotina hospitalar por causa da filha Maria Guilhermina. A menina, hoje com 3 anos e meio, enfrenta desde o nascimento uma condição rara: a anomalia de Ebstein, cardiopatia congênita que compromete o funcionamento do coração. Por causa disso, ela permaneceu internada por sete meses após o parto, em um hospital de São Paulo, período marcado por procedimentos intensos e incertezas médicas.
Juliano Cazarré vai aumentar ainda mais a família?
Atualmente, a criança está em casa, sob cuidados constantes e acompanhamento especializado. Apesar da alta hospitalar, o tratamento continua. Uma vez por mês, Maria Guilhermina retorna ao hospital para a troca da cânula da traqueostomia, etapa essencial para a manutenção da respiração. Além disso, ela segue dependente de respirador e recebe alimentação por fórmula, já que ainda não consegue se alimentar de forma oral.
Tratamento contínuo e metas para os próximos anos
Mesmo diante das limitações, a família trabalha com objetivos bem definidos. Juliano Cazarré revelou que a principal meta para 2026 envolve a retirada definitiva do respirador. O ator também falou sobre o desejo de ver a filha avançar em etapas básicas do desenvolvimento, que ainda não foram possíveis devido às sequelas do primeiro ano de vida.
Juliano Cazarré passou por cirurgia em 2025
“Nossa meta para 2026 é ela conseguir sair do respirador de vez. Meu sonho é que ela possa comer comidinhas de verdade, porque até hoje se alimenta com fórmula. Profissionais a ajudam, porque ela ficou com sequelas do primeiro ano de vida. Ela tem um atraso motor e de cognição. E, como vive com a traqueostomia, não fala também. Queria muito ouvir a voz dela”.
De acordo com o ator, equipes multidisciplinares acompanham Maria Guilhermina de forma contínua. O atraso motor e cognitivo exige estímulos diários, enquanto a traqueostomia impede o desenvolvimento da fala. Ainda assim, o avanço acontece dentro do possível, com foco em qualidade de vida e adaptação da rotina familiar.
Dor, fé e a vivência dentro do hospital
Ao relembrar o período de internação, Juliano descreve uma sequência de experiências extremas. Apesar disso, ele afirma que enfrentou momentos ainda mais difíceis fora do hospital, quando passou por uma crise pessoal e conjugal. Para ele, a fé teve papel central no enfrentamento da doença da filha.
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“O pior que vivi foi quando passei por uma crise pessoal e no casamento, porque ali eu não tinha fé para me sustentar. Com a Guilhermina, já existia um olhar sobrenatural, um entendimento de que tudo acontece para o bem das pessoas. Eu sabia que eu tinha que carregar aquela cruz e que ela tinha um significado. Mas é difícil ver o seu filho sofrer. Era muita injeção, tubo, operação de peito aberto…”.
Além de Maria Guilhermina, Juliano Cazarré é pai de mais cinco filhos: Estêvão, de 1 ano e 8 meses, Maria Madalena, de 4, Gaspar, de 6, Inácio, de 13, e Vicente, de 15 anos. Segundo ele, a paternidade exige entrega constante e paciência diária.
“Ser pai é ter espírito de doação. É um desafio, principalmente de paciência. É difícil muita gente falando o tempo inteiro, muito barulho, bagunça, as coisas somem, ninguém sabe quem pegou. Às vezes fico mais bravo do que deveria. Você tem que ver meus carrinhos de compra. Quando vou ao mercado, é uma atividade. Levo um fone de ouvido, pego aquele carrinho de dono de restaurante e boto 36 caixinhas de leite, sacão de limão, de laranja, 2kg de tomate… É sinistro”.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino

























