Fernanda Lima desabafa sobre morte do pai: ‘Um ano sem ti’

Por - 17/07/21 às 20:00

Fernanda Lima em cenário da GloboDivulgação/TV Globo

Neste sábado, 17 de julho, Fernanda Lima usou as redes sociais para desabafar sobre a morte do pai, Cleomir Lima. Ele morreu aos 84 anos por complicações da Covid-19.

“Um ano sem a presença marcante, sem as piadas sacanas, sem a ironia, sem os gritos de alegria, sem as ligações preocupadas, sem os abraços apertados e demorados, sem os beijos babados. Não aceito. Mas o que se há de fazer? Lembrar e guardar as lembranças”, iniciou a apresentadora na legenda do Instagram.

“Achei pastas e pastas. De todos os bilhetes e cartinhas de criança e de todas as cartas trocadas já na vida adulta. Ainda não tive coragem de ler tudo… É muita memória, muito amor. Pai, um ano sem ti”, finalizou.

Há um ano, quando anunciou a morte do pai, Fernanda escreveu: “Descansa pai. Paizinho, a primeira foto que escolhi para te homenagear foi essa, pq ela sempre me impressionou pela tua garra nesse salto. Com o tempo eu fui enxergando outras virtudes: a força, a coragem, a determinação, a perseverança e a tua disciplina contida na mesma imagem. Tu foi assim no nosso cotidiano. Nesse jogo de basquete tu tinha 19 anos. Estava na batalha para vencer na vida e sair da pobreza que te acompanhou desde a Lapa no RJ de 1936, quando tu nasceu. Felizmente o basquete te salvou. Te levou pro mundo e finalmente pra Porto Alegre onde tu conheceu a mãe e onde minha história de fato começa. O basquete ficou pra trás e tua luta te levou à faculdade de Contabilidade e depois a de Direito. Acabo de saber por uma tia querida que tu levava a máquina de datilografia para a beira da praia e trabalhava enquanto todos se divertiam. Tudo pra nos dar uma vida com mais conforto.”

Ela continuou: “De alguma maneira essa foto me acompanhou e me deu força até o dia de hoje, quando tu resolveu descansar. Ela seguirá me guiando até o meu fim. Nesses quase 120 dias internado, tu provou mesmo ter fôlego de atleta. Lutou bravamente contra a Covid e depois contra todas as consequências da doença. Foi cruel não poder estar ao teu lado durante o processo todo. A única vez que consegui deixar minha bebê para pegar um avião e ir te visitar, tu já não estava mais na UTI. Fiquei abraçada em ti ouvindo essa musica do Cartola que tu tanto adorava. Eu chorava vendo teu olhar vago e observava tuas lágrimas escorrerem também. Espero que tenhas ouvido tudo que falei no teu ouvido. Hoje será uma despedida íntima, mas prometo que assim que essa pandemia der uma trégua e as pessoas puderem voltar a se abraçar, eu farei um encontro muito lindo, com todos, os teus amigos e familiares, pra gente rir bem alto de braços abertos, que nem tu. Sim, por que a tua felicidade não cabia num sorriso. O seu corpo inteiro vibrava de alegria. Braços pra cima, abertos e balançando de euforia. Sempre. Com todos.”

Tags:

Jornalista desde 2000, iniciou a carreira como redatora do site OFuxico em 2002. Anos mais tarde, trabalhou como editora no site Famosidades (MSN), tendo passagem ainda como repórter na Quem, jornal Agora S. Paulo (Folha de S. Paulo), R7 e retornou em 2015 como editora do site OFuxico.


×