Kim Kardashian admite erro ao usar IA nos estudos de direito

Por - 05/11/2025 - 11:53

Kim KardashianKim Kardashian / Reprodução / Instagram /@skims

Aos 45 anos, a empresária Kim Kardashian revelou ter enfrentado dificuldades nas provas para advogar, conforme admitiu em entrevista. Conforme ela disse, parte dos problemas veio do uso de inteligências artificiais como ferramenta de estudo.

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Durante participação num programa com detector de mentiras, ela relatou que usava chatbots para obter respostas jurídicas e alegou: “Quando preciso de uma resposta, tiro uma foto, envio e pergunto”. Em seguida, completou: “Mas isso me fez errar várias provas. E aí fico irritada e começo a brigar com ele”, ao se referir à IA. Ainda conforme a socialite, o sistema replicava uma justificativa: “Isso está te ensinando a confiar no seu instinto. Você já sabia a resposta o tempo todo”.

Caminho pouco tradicional para advocacia

Kim iniciou o Law Office Study Program na Califórnia em 2018, alternativa à faculdade tradicional. Conforme fontes, esse programa exige quatro anos de estágio supervisionado em escritório de advocacia.

Em dezembro de 2021, ela aprovou o exame “baby bar” na quarta tentativa. Apesar da formatura, ainda não ingressou no exame da ordem.

O conteúdo do “baby bar” abrange apenas três disciplinas fundamentais: contratos, direito penal e responsabilidade civil. A taxa de aprovação é historicamente baixa, o que torna o feito relevante.

Uso de IA na preparação e consequências

Kim admitiu que recorreu à IA para tirar dúvidas jurídicas. Ela relatou que enviava imagens e fazia perguntas ao chatbot, porém afirmou que o método resultou em falhas repetidas nas provas. O uso foi informal, mais voltado a rápida consulta do que a estudo estruturado. Como observou, ela costuma mandar prints das conversas para amigas e questionar: “Vocês acreditam que esse robô falou isso pra mim?”

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Especialistas em educação jurídica alertam que ferramentas de IA podem ajudar na revisão, desde que o estudante compreenda os fundamentos. Muitos candidatos que falham no “baby bar” apontam estudo insuficiente ou método inadequado como causa. A crítica de Kim reforça esse cenário: confiar exclusivamente em chatbots sem revisão crítica expõe o estudante ao risco de erro.

Kim agora avança em direção à etapa final para advogar na Califórnia. A jornada evidencia que, apesar da visibilidade pública e dos recursos, ela enfrenta o mesmo desafio de candidatos menos conhecidos: combinar dedicação com método adequado.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino