Chayene reaparece em ‘Dona de Mim’ e rouba a cena
Por Flavia Cirino - 26/12/2025 - 06:22

Em plena noite de 25 de Dezembro, “Dona de Mim” apostou em emoção, memória afetiva e surpresa ao resgatar Chayene, personagem marcante de Cláudia Abreu em “Cheias de Charme” (2012).
A atriz, atualmente no ar como Filipa na novela das sete, retomou a vilã treze anos depois em uma sequência que exaltou a arte e mexeu com o público. Assim, a trama transformou o capítulo natalino em um momento simbólico, leve e carregado de significado.
Saiba tudo sobre a novela ‘Cheias de Charme’
A cena ocorreu na padaria de Manuel (Ernani Moraes), ponto central da convivência no bairro. Enquanto Filipa celebrava o sucesso dos preparativos para o sarau organizado no local, o clima de entusiasmo tomou conta do espaço.
“Olha só quantas pessoas se inscreveram no sarau, as pessoas querem participar, se expressar”, comentou a personagem, ao observar a adesão crescente dos moradores. A partir daí, o diálogo ganhou ritmo, ironia e, sobretudo, memória televisiva.
Sarau vira palco para discurso sobre arte
Logo depois, Filipa voltou-se para Danilo (Felipe Simas) e provocou: “Engraçado, eu não vi seu nome aqui. Você não vai fazer nada?”. A resposta veio rápida: “Não, eu não me inscrevi porque eu também não vi o seu nome aqui”.
Em seguida, a artista justificou sua ausência no palco: “Ah, mas eu já tive muito palco, eu não preciso. Aliás, isso aqui é pro bairro, né?”.
Enquanto isso, outros personagens entraram na conversa, reforçando o espírito coletivo do evento. “Eu vou cantar no coral”, avisou Manuel. “Eu vou fazer o meu stand-up sentado”, completou Peter.
Diante das iniciativas, Filipa vibrou: “Boa! É isso!”. Logo depois, a personagem resumiu o tom da cena com uma frase direta: “A arte é função da vida”.
Mesmo assim, Danilo manteve o tom provocativo. “Da vida dos outros, né?”, retrucou. No entanto, Filipa seguiu firme e trouxe lembranças pessoais: “Engraçado, quando eu te conheci, você dizia que não gostava de artista, mas quando eu cantei Fio de Cabelo você se emocionou, que eu me lembro. Você curtiu, não curtiu?”. A conversa, então, avançou para um discurso mais amplo sobre emoção e cultura.
Chayene ressurge e ativa memória afetiva
“É isso, quem um dia não se emocionou com um livro, uma música, um filme, uma novela?”, continuou Filipa. Na sequência, os personagens citaram referências diversas, como Conceição Evaristo, o filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” e a cantora Nana Caymmi, ampliando o alcance da discussão.
Nesse ponto, Dara trouxe a lembrança que abriu espaço para a virada nostálgica. “Ah, e eu adorava assistir com a minha mãe àquela novela das Empreguetes”. Logo depois, completou: “Eu lembro que elas bombaram na internet e viraram artistas. Isso me inspirou bastante a ser artista também”.
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Foi então que Filipa respondeu com ironia e sotaque conhecido: “Ah, você gostava das curica, é? Pois eu preferia Chayene”. A reação veio imediata. “Voa, voa, brabuleta”, cantou Peter, arrancando risos e selando o retorno inesperado da personagem que marcou uma geração.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino

























