Michael explode nos cinemas e sobrinho de Jackson surpreende
Por Flavia Cirino - 27/04/2026 - 12:36
"Michael" está cativando público - Foto: DivulgaçãoA cinebiografia “Michael” chegou aos cinemas cercada de expectativa e rapidamente se transformou em fenômeno. Desde a estreia, em 23 de abril, o longa inspirado na trajetória de Michael Jackson domina conversas nas redes, impulsiona bilheterias e apresenta ao grande público um nome que até então vivia mais sob a sombra do sobrenome do que dos holofotes: Jaafar Jackson.
O que os filhos de Michael Jackson falam sobre a cinebiografia?
Aos 30 anos, o sobrinho do Rei do Pop encara seu primeiro trabalho profissional como ator justamente vivendo o tio — um desafio que, por si só, carregava enorme pressão. Filho de Jermaine Jackson, ex-integrante do The Jackson 5, Jaafar passou por um processo seletivo de dois anos até conquistar o papel.
E o mais curioso é que, durante boa parte dessa preparação, ele manteve tudo em segredo, até da própria família.
“Eu deixei tudo em segredo até me sentir confortável o suficiente para compartilhar”, contou o ator, ao lembrar da reação da mãe ao vê-lo caracterizado como Michael. Segundo ele, foi um momento profundamente emocionante.
De tentativa na música ao protagonismo em Hollywood
Embora o sobrenome pese, Jaafar não chegou ao filme sem bagagem artística. Criado em uma família musical, canta e dança desde a adolescência. Em 2019, lançou o single “Got Me Singing”, gravado no Vidigal, no Rio, mas o trabalho passou discretamente.
Agora, porém, a história parece mudar. No longa, Jaafar revive desde a infância de Michael no Jackson 5 até o início do estrelato solo, em um recorte que deve encerrar por volta de 1988, período em que o artista consolidou a própria identidade como ícone mundial.
A escolha de dividir essa trajetória em dois filmes, aliás, foi estratégica.
Continuação já está confirmada
Momentos emblemáticos ficaram de fora da primeira parte e devem ganhar espaço na sequência já confirmada. Entre eles, a criação de Neverland, os anos mais controversos e a reta final da vida do cantor.
A confirmação veio de Jackie Jackson, produtor executivo do projeto, que explicou que a equipe preferiu preservar a dimensão da história em vez de condensá-la em um único filme.
As filmagens da continuação já foram concluídas, embora a pós-produção tenha exigido ajustes justamente pelo volume do material.
Bilheteria histórica no Brasil
Se havia dúvidas sobre o apelo do filme, os números trataram de responder. Michael registrou a maior estreia dos cinemas brasileiros em 2026, com R$ 30,09 milhões arrecadados e 1,23 milhão de espectadores entre quinta e domingo, segundo dados da Comscore. Com pré-estreias incluídas, o público já ultrapassa 1,65 milhão.
Quanto vale o legado musical de Michael Jackson?
O desempenho superou Super Mario Galaxy, que havia aberto com R$ 24,03 milhões, e também dobrou o público da estreia de Bohemian Rhapsody no Brasil.
Além disso, deixou para trás concorrentes da semana, como Devoradores de Estrelas e o nacional Um Pai em Apuros.
Um Jackson em busca do próprio lugar
Mais do que revisitar o mito Michael Jackson, o filme acaba marcando também o nascimento artístico de Jaafar. E talvez esteja aí parte do fascínio em torno da produção: enquanto o público revisita a construção de um ícone, acompanha, ao mesmo tempo, um herdeiro tentando construir o próprio legado.
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Se a primeira parte já virou sucesso, a continuação agora carrega uma expectativa ainda maior. E, pelo ritmo da estreia, o fenômeno parece longe de terminar.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino























