Wolf Maya revela que Tatá Werneck era odiada por autor de novelas

Por - 06/05/22

Tatá Werneck

Se hoje Tatá Werneck é sucesso e praticamente unanimidade, nem sempre foi assim. E não estamos falando de casos da infância ou adolescência… Em entrevista ao podcast “Papagaio Falante”, apresentado por Sérgio Mallandro e Renato Rabelo, o diretor Wolf Maya revelou que Silvio de Abreu não ia muito com a cara da atriz. Na época, o novelista era o responsável pelo setor de dramaturgia da Globo.

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 “Tinha muita gente que pensava diferente sobre Tatá. Eu suei, cara, para emplacá-la! Na época, não sei quem estava mandando, acho que era o Silvio de Abreu… Ele odiava ela! Não queria a Tatá de jeito nenhum!”, começou Wolf.

Wolf, diretor que lançou Tatá como atriz de novelas, em “Amor à Vida” (2013), revelou que Silvio não achava a menor graça nas piadas da atriz

Silvio achava ela sem graça. Dizia que era atriz de uma personagem só”.

O diretor, que está fora da Globo desde 2016, continuou destacando que pediu que ele desse uma chance: “Eu falei: ‘aguarde!’ Talvez ela até seja ‘uma personagem só’, mas ela decupa o personagem dela de acordo com a necessidade dela, de onde ela está agindo, e é genial”, finalizou o diretor.

Até a fechamento desta matéria, Tatá Werneck e Silvio de Abreu não haviam se pronunciado sobre o assunto.

JUSTIÇA CONDENA WOLF MAYA A INDENIZAR ALUNO

Por decisão do juiz Luiz Felipe Negrão, Wolf Maya foi condenado a indenizar, por danos morais, um aluno de sua escola de atores. O magistrado determinou o valor de R$ 10 mil.

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Ricardo Figueiredo de Oliveira que é ex-aluno da Escola de Atores Wolf Maya, processou o diretor de TV e ator de novelas após ter sido obrigado a deixar as dependências da escola usando apenas uma cueca e uma blusa.

Segundo os autos do processo, Ricardo estudou na instituição, no Rio de Janeiro, entre 2015 e 2018 e tinha como trabalho de conclusão de curso a participação como ator em um filme produzido pela instituição. A programação de filmagem já era definida, mas o estudante tinha uma viagem marcada no último dia do cronograma e por conta disso, pediu para adiantar as suas gravações.

No dia 07 de junho de 2016, quando o aluno gravaria a última cena, o diretor teria começado a “protelar as gravações, soltando diversas indiretas, dando a entender que o autor da ação teria que desmarcar a viagem”.

Wolf Maya teria se descontrolado com a negativa do aluno para desmarcar a viagem e dito: “Saia da minha escola, eu não quero mais ver você na minha frente, suma daqui, não apareça mais aqui nem no Freeway (centro comercial onde se localiza a escola)”.

RICARDO FOI OBRIGADO A TIRAR O FIGURINO

Conforme os autos do processo, o ex-diretor da Globo teria expulsado o aluno do estúdio, mas antes teria obrigado Ricardo Figueiredo a tirar o figurino do filme que ele estava vestindo. Isso na frente dos demais alunos presentes, fazendo com que o estudante deixasse a escola apenas de cueca e camiseta. Ainda segundo o documento, Maya teria xingado Ricardo de “seu m*rda, filho da p*ta”.

No processo, contudo, Wolf Maya afirma que foi gentil com o aluno, pedindo que ele ponderasse e adiasse seu compromisso pessoal a fim de não prejudicar o filme. Como o autor da ação teria se mantido irredutível, ele foi aconselhado a se retirar do ambiente.

Na sentença, Luiz Felipe Negrão decidiu que Maya pague uma indenização de R$ 10 mil ao ex-aluno, com juros de mora de 1% ao mês, a contar da citação, do valor da ação, além de metade das despesas do caso, com direito a restituição. A sentença foi dada em primeira instância, e Wolf Maya poderá recorrer à decisão.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino