Criminosos exibem furtos de celulares em SP nas redes sociais
Por Raphael Araujo - 21/04/2026 - 14:52
Foto: Reprodução/SPTV 1/GloboA rotina de furtos de celulares em São Paulo ganhou um novo elemento. Agora, além das ações nas ruas, criminosos registram os próprios crimes e divulgam as imagens nas redes sociais. Assim, eles transformam os delitos em conteúdo que soma milhares de visualizações.
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Embora dados do governo paulista indiquem queda de 20% nos roubos de celulares no primeiro bimestre deste ano, na comparação com o mesmo período anterior, a capital ainda registra uma média alta. Atualmente, ocorre um roubo de celular a cada 10 minutos. Segundo revelou a “Folha de S. Paulo”, os vídeos mostram diferentes abordagens. Em alguns casos, ladrões agem de bicicleta.
Em outros, quebram vidros de carros para pegar aparelhos. Além disso, há registros dentro de estações e vagões de metrô.Nas gravações, um comparsa frequentemente acompanha o autor do crime apenas para filmar. Dessa forma, ele registra toda a ação, desde a abordagem até a fuga. Em seguida, os envolvidos publicam o material e, muitas vezes, celebram o furto.
Perfis identificados
Além disso, as imagens funcionam como uma vitrine. O portal G1 identificou dezenas de perfis no Instagram com cenas gravadas na capital paulista. Nessas contas, os responsáveis citam o artigo 155 do Código Penal, que trata do crime de furto. Ao mesmo tempo, eles exibem fotos de celulares roubados. Em várias publicações, as telas ainda mostram imagens pessoais das vítimas.
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Também aparecem registros de dinheiro, o que reforça a exposição do que foi levado. Em nota, a Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, informou que não permite conteúdos que promovam ou glorifiquem crimes. A empresa afirmou ainda que remove esse tipo de publicação quando identifica o material e que colabora com autoridades. Além disso, incentiva usuários a denunciarem conteúdos irregulares.
Análise de especialista sobre criminosos se divulgarem
No entanto, até a noite de segunda-feira, 20 de abril, as contas encontradas pelo G1 seguiam ativas. Por outro lado, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) declarou que “até o momento, não foram localizados registros de boletins de ocorrência diretamente relacionados aos perfis mencionados”.
Para o professor da FGV-SP e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Rafael Alcadipani, os vídeos refletem uma dinâmica específica dentro do crime. Segundo ele, há uma busca por reconhecimento entre criminosos.
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“É uma coisa bastante delicada, na medida em que eles estão usando as plataformas para mostrar os atos criminosos que estão fazendo para ter legitimidade perante os criminosos”. Além disso, o especialista aponta a necessidade de ação imediata. “Acredito que independe até de ter um boletim de ocorrência. As plataformas precisam tomar ação, e a polícia precisa investigar. Não é difícil investigar esses perfis e prender os responsáveis que estão cometendo esses crimes”, ressaltou.
Raphael Araujo Barboza é formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. OFuxico foi o primeiro lugar em que começou a trabalhar. Diariamente faz um pouco de tudo, mas tem como assuntos favoritos Super-Heróis e demais assuntos da Cultura Pop (séries, filmes, músicas) e tudo que envolva a Comunidade LGBTQIA+.





















