Em disputa com Elon Musk, Mark Zuckerberg lança o Threads

Por - 06/07/23 às 11:44

Fotomontagem de Mark Zuckerberg e Elon MuskFotos: Reprodução Instagram @zuk e Reprodução YouTube

Um verdadeiro Tsunami tomou conta das redes sociais. Mais precisamente, dois nomes fortes em plena batalha, chegam com novas armas para o combate. De um lado, Elon Musk, dono do Twitter. De outro, Mark Zuckerberg, co-fundador do Facebook e dono da Meta Platforms.

Em meio aos dois, Mark acaba de lançar o Threads, novo aplicativo da Meta, que bate de frente com o Twitter. O lançamento aconteceu na quarta-feira, 05 de julho e o novo aplicativo é vinculado ao Instagram. Gratuito na App Store e na Google Play Store, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg foi o inscrito número um da rede.

A luta entre os dois bam bam bans já é conhecida há tempos, mas ficou mais acentuada quando o Twitter impôs restrições pesadas para visualização de tweets, exige e limite diário de posts. Vendo o acntecimento, Zuckerberg aproveitou o melhor momento para colocar no ar um serviço de microblogging rival, o Threads. Eatá armada a guerra entre os grandões, para ver quem conquista mais. E há que se dizer que, nas primeiras 7 horas no ar, o Threads conquistou 10 milhões de usuários.

Threads

  • Era conhecido internamente como “Projeto 92″e estava em desenvolvimento há um bom tempo, de maneira muito discreta. Em junho passado, ele foi demonstrado. O nome Threads significa fios, um dos termos usados pelo Twitter.
  • O aplicativo funciona basicamente como o Twitter e as publicações são feitas apenas com textos, com fotot, vídeos, links, GIFs e possui botôes iguais aos do concorrente, como republicar, curtir, compartilhar, responder.
  • Na página de perfil, postagens e respostas. Com design moderno, BEM IGUALAO iNSTAGRAM, o Threads foi construído usando plataforma de fotos e vídeos como alicerce e todas as pessoas que possuem uma conta no Insta, automaticamente passam a ter conta também na novidade, já com seus seguidores junto.
  • O Threads, a princípio, não tinha dia nem hora marcados para a estreia, mas depois que o Twitter fez suas mudanças, a decisão foi então tomada e ele está no ar.

Twitter

  • O Twitter é uma ferramenta fundamental a empresas e instituições de análises e seu “patrão”, Elon Musk, não tem a menor intenção – e não gosta – de aplicativos que fazem coletas de dados, como o Google, por exemplo: ele usa seu algoritmo de busca de dados que preenche seus serviços voltados para corporações e pessoas comuns, mas também é alvo do governo e de criminosos.
  • Elon vê na raspagem de dados um perigo por não render o serviço de coleta de dados. Musk está em total desespero para monetizar seu aplicativo de todas as formas, mas afirma que sua atitude é apenas “limitar bots no Twitter”.
  • Com o “cadeado” na API, que dá a permissão de login em outras plataformas e sites, o app virou algo caro demais, afastando desenvolvedores, jogos e outros serviços para bem longe da integração com o Twitter.
  • Elon Musk garante que o que está acontecendo é “apenas temporário para conter a raspagem de dados de quem não está logado” e Musk se esquiva de responder a pergunta que não quer calar: “até quando?”.
  • Os inscritos no Twitter estão limitados e poderiam usar o Tweetdeck, único “cliente” que funcionava, mas que ficou “encostado”, pois a versão nova que chegaria… nunca chegou! E quem tem página no Twitter, foi migrado para lá, porém, podem usar apenas até o dia 01 de agosto, gratuito. Depois, só quem assina o Blue é que terá acesso de algo que está, praticamente extinto.

Por quê extinto? Porque muitas reclamações chegaram sobre o Tweetdeck: muitos anúncios, sem recurso como o Teams, entre outras reclamações. Além do que, a cobrança pelo Tweetdeck é defendida com unhas e dentes porque é “uma ferramenta especializada a usuários corporativos e não faz sentido ser gratuito sem vincular propagandas” e “quem precisa, paga”.

Com tantas questões, com certeza, Mark Zuckerberg aproveitou o momento perfeito para colocar no ar sua grande ideia.

Em resposta às críticas, a equipe de Musk garante: “sua funcionalidade será adicionada à nova versão nas próximas semanas”.

O Twitter defende a cobrança pelo uso do Tweetdeck, por este ser uma ferramenta especializada, voltada para power users e usuários corporativos. Do ponto de vista de negócios, não fazia sentido um web app com tantos recursos ser oferecido de graça para qualquer um, e pior, sem veicular propaganda.

Musk joga com o básico “quem precisa, vai pagar”, o que enfureceu ainda mais gente. Assim, não surpreende Mark Zuckerberg ter escolhido este momento para lançar o Threads.

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