Kathy Bates revela o que faz ‘Matlock’ virar fenômeno
Por Flavia Cirino - 29/04/2026 - 11:33
Olympia (Skye P. Marshall) e Madeline Matlock (Kathy Bates) -Foto: DivulgaçãoO Globoplay ampliou sua vitrine de produções internacionais com “Matlock”, série que chegou cercada de expectativa e rapidamente encontrou espaço entre os títulos mais comentados do gênero. Misturando suspense, casos jurídicos e conflitos pessoais, a produção resgata um clássico da TV sob uma perspectiva renovada e acerta ao colocar Kathy Bates no centro dessa virada.
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Na trama, Madeline “Matty” Matlock retorna à advocacia aos 70 anos e desmonta, episódio após episódio, qualquer ideia de que experiência signifique desaceleração. Ao contrário: a personagem opera com estratégia, ironia e uma inteligência que move tanto os casos semanais quanto os segredos maiores da narrativa.
Para Kathy Bates, essa combinação ajuda a explicar o apelo da série. “Matlock” transita entre a estrutura procedural, com histórias fechadas a cada episódio, e uma trama contínua que costura mistérios maiores — fórmula que, segundo a atriz, cria forte conexão com o público.
Uma protagonista fora do padrão
Boa parte da força da série está justamente em romper modelos tradicionais. Em vez de apostar em uma heroína jovem e previsível, a produção constrói uma mulher madura, afiada e imprevisível. E isso, para Bates, dialoga diretamente com o momento atual da televisão.
A atriz também destaca a relação entre Matty e Olympia, personagem de Skye P. Marshall, como um dos motores dramáticos mais potentes da história.
“Quando você encontra outra artista com quem tem sintonia e pode estar lado a lado, é uma sensação incrível”, afirma.
Essa dinâmica entre duas mulheres de gerações e trajetórias distintas ajuda a elevar a série além do drama jurídico. Há embate, cumplicidade e tensão — e, por isso, a narrativa ganha camadas menos convencionais.

Justiça, vingança e emoção
Embora o humor e o suspense conduzam o ritmo, existe uma motivação profundamente emocional por trás da protagonista. Bates aponta justamente essa dimensão como peça-chave do sucesso.
“Eu adoro o desafio de interpretar esse papel, pois mantém minha mente afiada, e eu amo isso. Matty está em uma missão. Sua filha sofreu uma injustiça, e esse é um dos motivos pelos quais ela não quer deixar isso para trás”, comentou em seguida,
Esse senso de propósito, aliado às reviravoltas, sustenta a empatia do público e amplia o alcance da série em diferentes países. Além disso, Bates se diz tocada pela reação de espectadores de várias gerações acompanhando a produção em família.
“A palavra que temos usado muito é ‘conforto’”, disse a atriz.
A definição parece improvável para uma série cercada de segredos e disputas judiciais, mas faz sentido: Matlock oferece tensão sem perder calor humano.
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No centro de tudo, permanece acima de tudo a essência que conquistou Kathy Bates desde a leitura do roteiro. “O maravilhoso de interpretar papéis como esse é que você pode viver uma heroína.”
E é justamente essa heroína improvável que transformou “Matlock” em um dos lançamentos mais sólidos do streaming neste ano.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino























