‘O Diabo Veste Prada 2’ revela nova estética e evolução das protagonistas
Por Flavia Cirino - 04/05/2026 - 17:36
O Diabo Veste Prada 2 - Foto: Divulgação Duas décadas depois de conquistar o público e influenciar o universo fashion, “O Diabo Veste Prada” retorna às telas com uma sequência que atualiza não só a narrativa, mas também a estética de suas personagens icônicas. Em “O Diabo Veste Prada 2”, lançado em 30 de abril, o reencontro com Miranda Priestly, Andy Sachs e Emily Charlton evidencia, acima de tudo, como o tempo refinou estilos e consolidou identidades.
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Embora Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt mantenham uma beleza natural consistente ao longo dos anos, a transformação aparece de forma mais sutil — e, ao mesmo tempo, estratégica — nos cabelos e na maquiagem. Segundo Chloé Gaya, diretora artística da rede Jacques Janine, essas mudanças comunicam diretamente o momento de vida de cada personagem. “O que mais impacta na mudança de imagem das atrizes é o cabelo. Ele comunica muito sobre o momento de vida de cada personagem e acompanha essa evolução ao longo do tempo”, explica.
Miranda Priestly: sofisticação que acompanha o tempo
No primeiro filme, Miranda Priestly, vivida por Meryl Streep, já se destacava pelo cabelo grisalho curto, volumoso e cheio de movimento. Agora, a personagem mantém a essência, mas adota uma leitura mais atual. O corte aparece mais alinhado, com menos volume nas laterais e uma franja mais contida.
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Além disso, o visual reforça uma elegância contemporânea. “No segundo filme, percebi um cabelo mais polido, além de uma atualização nos looks e no estilo, trazendo para os tempos atuais”, analisa Gaya. A maquiagem segue a mesma lógica: tons mais neutros, batons em nude e olhos menos marcados, o que resulta em uma imagem limpa, porém sofisticada.

Andy Sachs: amadurecimento refletido no visual
A trajetória de Andy Sachs continua diretamente ligada à sua aparência. No longa original, a personagem passa por uma transformação marcante, começando com fios longos e simples até adotar um corte mais moderno e estruturado.
Agora, na sequência, Andy surge com cabelos mais longos, levemente repicados e com ondas naturais. A risca central e o volume suave indicam uma mulher mais segura e consolidada em sua carreira. “O novo corte da personagem evoluiu para fios repicados e sem franja, acompanhando seu crescimento profissional e dando a ela mais personalidade. O movimento dos fios transmite força e maturidade”, afirma a especialista.
Enquanto isso, a maquiagem mantém uma estética equilibrada. Ainda que o visual natural predomine, o batom vermelho aparece pontualmente, reforçando momentos de destaque e atitude.

Emily Charlton: do impacto à elegância minimalista
Por outro lado, Emily Charlton também apresenta uma evolução clara. No primeiro filme, o cabelo na altura dos ombros, com franja lateral e bastante movimento, combinava com maquiagens intensas e cheias de personalidade.
Já em O Diabo Veste Prada 2, a personagem aposta em um visual mais refinado. O corte long bob reto, sem camadas, aliado à risca central, transmite modernidade e elegância. “Ela aparece com um acabamento mais polido. É um corte moderno e elegante”, destaca Gaya.
A maquiagem acompanha essa transição. O delineado, marca registrada da personagem, permanece — porém, surge de forma mais leve e sutil. Dessa forma, o resultado final traduz uma beleza atual, menos carregada e mais sofisticada.

Moda, identidade e atualização estética
Além das mudanças individuais, a sequência reforça um movimento mais amplo: a adaptação da estética ao contexto contemporâneo. Em vez de exageros, os visuais priorizam leveza, precisão e autenticidade.
Para Chloé Gaya, essa evolução não acontece por acaso. “Existe uma clara adaptação aos tempos atuais, com escolhas mais limpas e modernas. Os visuais acompanham o amadurecimento das personagens e refletem as tendências atuais, sem perder a essência de cada uma”, conclui.
Assim, O Diabo Veste Prada 2 não apenas revisita personagens marcantes, como também traduz, em imagem e estilo, o que mudou na moda — e nas próprias protagonistas — ao longo de 20 anos.
Tradição e influência no setor de beleza
Por trás dessa análise está a expertise do Jacques Janine, referência no setor há décadas. Com mais de 60 unidades no Brasil e presença internacional, a marca consolidou seu nome ao investir tanto em serviços quanto na formação de profissionais.
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Fundada por Jacques e Janine Goossens, a rede se destacou ao longo de 68 anos por acompanhar tendências e, ao mesmo tempo, influenciar gerações. Com a Académie Jacques Janine, ampliou ainda mais seu impacto ao formar especialistas e fortalecer o mercado de beleza.
Dessa forma, ao analisar a evolução estética das personagens, a leitura vai além do cinema. Ela revela, sobretudo, como moda, identidade e tempo caminham juntos — dentro e fora das telas.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino























