Justiça dos EUA divulga suposta carta de suicídio ligada a Jeffrey Epstein

Por - 07/05/2026 - 07:34

Jeffrey EpsteinJeffrey Epstein - Foto: Departamento de Justiça dos EUA

A Justiça dos Estados Unidos divulgou na quarta-feira, 06 de maio uma suposta carta de suicídio atribuída a Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de exploração sexual envolvendo menores. O documento, que permanecia sob sigilo, integra um processo judicial relacionado ao ex-policial Nicholas Tartaglione, antigo companheiro de cela do financista.

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A existência do bilhete já havia sido revelada pelo jornal The New York Times no fim de abril. Agora, após solicitação da publicação, o conteúdo acabou tornado público pela Justiça americana. Apesar disso, ainda não existe confirmação oficial de que o texto tenha sido realmente escrito por Epstein.

O que dizia o bilhete divulgado

A mensagem apresenta frases em tom de revolta e desabafo. Entre os trechos divulgados, aparecem frases como:

“Eles me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!”

e também:

“É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus.”

De acordo com o The New York Times, Tartaglione encontrou o bilhete em julho de 2019, depois que Epstein acabou localizado inconsciente em uma cela, com um pano enrolado no pescoço. Na ocasião, o financista afirmou que não tinha intenção suicida e desse modo acusou o colega de cela de agressão.

Poucos dias depois, transferido, Epstein acabou encontrado morto na prisão, em um caso que gerou repercussão mundial, além de inúmeras teorias ao longo dos anos.

Bilhete de Jeffrey Epstein
Reprodução

Documento ficou lacrado pela Justiça

Ainda conforme o jornal americano, Tartaglione afirmou ter encontrado o bilhete escondido dentro de um livro logo após a transferência de Epstein.

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O ex-policial, condenado à prisão perpétua por homicídio, disse ter entregado o material ao próprio advogado como forma de proteção, caso novas acusações surgissem contra ele.

O documento permaneceu lacrado por ordem de um juiz federal e, de acordo com a reportagem, nem mesmo os investigadores responsáveis pela apuração da morte de Epstein tiveram acesso ao conteúdo.

É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino