Maurício Kubrusly é diagnosticado com demência, igual Bruce Willis

Por - 21/08/23 - Última Atualização: 22 agosto 2023

Close de Maurício Kubrusly, no Altas Horas, da Globo

O grande jornalista Maurício Kubrusly, de 77 anos, está longe da TV há um tempo, e sentimos sua falta em reportagens sobre viagens e tantas curiosidades do Brasil. Ele é um dos maiores nomes do jornalismo e, por muitos anos, um dos maiores repórteres da Globo, responsável pelo desenvolvimento de várias pautas que marcaram a história da Vênus Platinada.

Longe do trabalho, desde 2017, e afastado oficialmente dois anos depois, Kubrusly cuida da saúde, após ser diagnosticado com Demência Frontotemporal (DFT), a mesma doença que Bruce Willis enfrenta. Sem memória, o jornalista vive há tempos no Sul da Bahia, com a mulher, Beatriz Goulart e seu grande amigo, o cachorro Shiva. Ele começou a ter problemas de esquecimento do texto e não conseguia falar em frente às câmeras.

Maurício Kubrusly caminhando pela praia com seu cão, Shiva
Maurício Kubrusly caminhando pela praia com seu cão, Shiva – Foto: Reprodução TV Globo/Fantástico

Após uma série de exames, ele foi diagnosticado com a doença. Maurício Kubrusly foi homenageado nos “50 Anos do Fantástico”, de domingo, 20 de agosto, onde foi revelada esta triste notícia ao telespectador. Na atração, Pedro Bial falou sobre o colega de profissão:

“Maurício corria o Brasil com histórias extraordinárias, que expressavam a vivacidade do povo brasileiro. Ele merece todas as nossas homenagens.”

Mauricio Kubrusly deixou a emissora quando completou 34 anos de trabalho, e sua saída foi informada, na época, por Ali Kamel, diretor de jornalismo.

Trajetória

  • Maurício Kubrusly é carioca e começou a trabalhar com o jornalismo nos anos de 1960.
  • Fez parte das equipes do Jornal do Brasil, Jornal da Tarde e Folha de S. Paulo.
  • Foi o responsável pela primeira edição da revista “Som Brasil, especializada em música
  • Foi diretor da Rádio Excelsior AM, que hoje conhecemos como CBN São Paulo.
  • Entrou na Rede Globo no final de 1970, fazendo críticas de músicas no “Jornal Hoje”
  • Foi convidado para ser repórter na Globo São Paulo, onde realizou matérias para diversos programas jornalísticos, falando de arte eespetáculos
  • Entrevistou nomes internacionais e nacionais da música
  • Criou o saudoso quadro “Me Leva Brasil”, exibido aos domingos, pelo “Fantástico”, entrevistando personagens e mostrando histórias hilárias por onde passava. O quadro se transformou em um livro, após ideia de Kubrusly
  • Realizou a cobertura de grandes festivais, como o Rock in Rio
  • Acompanhou coberturas de Carnaval, Copa do Mundo e Olimpíadas

Sobre a DFT

De acordo com a Alzheimer’s Research UK, a DFT é um grupo de distúrbio causado pelo acumulo de proteínas de diversas naturezas, entre elas a “TAU”, que destroi os neurônios nos lobos frontais, localizado atrás da testa, ou em lobos temporais, que ficam atrás das orelhas. A doença afeta mais especificamente grupos entre 45 e 64 anos.

Sintomas

Segundo Gustavo Alves, Professor e Doutor em Biotecnologia, os sintomas mais comuns da Demência Frontotemporal são:

  • Comportamentos sociais inadequados
  • Alterações em falas e linguagens
  • Falta de autocontrole nas emoções gerando desinibição e espontaneidade
  • Apatia eu até mesmo estados de hiperatividades
  • Comprometimento da memória, que diferente do Alzheimer, acontece em fases mais avançadas.

Tratamento

De acordo com Juabin Huang, PHD no Departamento de Neurologia da Universidade de Mississippi, não há nenhum tipo de tratamento, sendo dado ao paciente apenas um suporte para a vida, tratando apenas sintomas pontuais. A progressão da doença varia de um indivíduo para outro, e caso afetem apenas a fala e a linguagem, a progressão é mais lenta.

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