Mulher luta pela guarda das filhas que estão com Suzane Von Richthofen. Entenda o caso!

Por - 27/09/23 às 11:12

Fotomontagem Silvia e Suzane Von RichthofenReprodução/TV Globo

Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Suzane von Richthofen pode estar grávida de seu primeiro filho. De acordo com o jornalista Ullisses Campbell, autor do livro “Suzane: Assassina e Manipuladora”, houve confirmação por duas pessoas próximas à ela. Segundo Campbell não há informações sobre a paternidade da criança, mas tudo indica que trata-se de Felipe, novo namorado da moça, que ganhou o direito de cumprir o resto da pena em regime aberto.

Acontece que o rapaz já tem três filhas, frutos de um casamento anterior. Nesta quarta-feira, 27 de setembro, Silvia, mãe das meninas, desabafou sobre a situação.

“Um desespero muito grande de imaginar que as minhas filhas estão mantendo contato com essa mulher e uma decepção de saber que minha confiança com o pai foi quebrada”, disse ela.

Silvia mora em Minas, mas trabalha em Bragança Paulista, onde as meninas de 13, 12 e sete anos moram com o pai. “Fiquei sabendo por meio de moradores de Bragança que me mandaram fotos. No início, não acreditei, achei que fosse montagem. Fiquei muito assustada. Fiquei sabendo praticamente junto com todo mundo. Eu não consegui falar com ele, me comuniquei por mensagem e ele confirmou e desde então a minha vida tem sido um inferno”.

Durante participação no programa “Encontro”, da Rede Globo, Silvia ainda afirmou que não consegue mais contato com as filhas e com o ex-marido. “Meu ex-marido é uma pessoa mais estourada, com um humor mais instável, não acho que seja uma união saudável, basta um gatilho e eu não consigo imaginar que as minhas filhas estão convivendo com isso. Pretendo lutar pela guarda delas e preservar o anonimato das minhas filhas porque elas são crianças. Elas não têm maldade nenhuma dentro delas e queria que as minhas filhas fossem poupadas disso”.

A moça também revelou os motivos das crianças terem ficado com o pai. “Eu deixei com o pai para minimizar os danos para minhas filhas, para elas não perderem o círculo social, escola. Não tem ninguém da minha família em Bragança. Houve uma total quebra de confiança. Eu acho que ele deveria ter pensado nelas antes de ter iniciado qualquer tipo de relação”.

Para concluir, Silvia fez um apelo para a justiça. “Minha expectativa é que a justiça enxergue a situação como deve ser enxergada e priorize as minhas filhas. Porque uma coisa é um casamento que não deu certo, outra coisa é minhas filhas herdarem uma coisa que elas não têm culpa. Eu gostaria muito que essa guarda ficasse mais favorável à mãe para eu poder afastar minhas filhas disso tudo porque essa é minha obrigação e tenho certeza que é o melhor para elas”.

O crime

Em 31 de outubro de 2002, os pais de Suzane foram mortos com golpes de barra de ferro no quarto onde dormiam, em sua casa na zona sul de São Paulo.

  • A polícia, inicialmente, trabalhou com a hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte. Contudo, não havia sinais de arrombamento na casa;
  • Além disso, os sistemas de vigilância interno e alarmes estavam desligados no momento do crime;
  • Depois do crime, Daniel Cravinhos, então namorado de Suzane, e o irmão dele, Christian, compraram uma moto pagando parte do valor em dólares, o que levou a polícia a desconfiar da dupla.

Em 8 de novembro de 2002, os três foram presos e confessaram ter planejado e cometido o crime. Suzane facilitou a entrada dos irmãos na casa, que executaram o assassinato enquanto o casal Richthofen dormia. Os irmãos disseram que mataram o casal a pedido de Suzane, que na época estudava Direito.

Eles alegaram que os assassinatos foram cometidos porque os pais de Suzane não aceitavam o namoro dela e Daniel, pelo fato de ele não ser de família rica. O trio ainda afirmou que pretendia ficar com a herança da família depois do crime.

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