Série ‘Super Yogues’ faz sucesso e propõe uso ativo das telas
Por Flavia Cirino - 06/05/2026 - 10:12
Série "Super Yogues" estreia no Youtube - Foto Divulgação O que fazer para tirar as crianças da frente das telas? Essa questão virou um desafio diário e, ao mesmo tempo, inevitável. Diante desse cenário, a série “Super Yogues” surge com uma proposta direta: transformar o tempo de tela em uma experiência ativa, que convida ao movimento, à respiração e à consciência emocional. O resultado aparece rápido. Em poucas semanas no ar, o projeto já ultrapassou 300 mil visualizações, sinal claro de que o tema toca pais e educadores.
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Criada pelo casal de professores Juliana Terra e Antônio Tigre, a produção nasce de uma vivência real. Ao acompanhar o crescimento da filha Nina, eles perceberam na prática como a yoga pode contribuir para o desenvolvimento emocional infantil. Ao longo dos anos, essa experiência se expandiu para centenas de crianças, sempre com foco em equilíbrio, concentração e autoconhecimento.

Da tela passiva à experiência ativa
Diferentemente de conteúdos que mantêm o público apenas assistindo, “Super Yogues” aposta acima de tudo em interação. A narrativa convida as crianças a participarem, enquanto aprendem a lidar com emoções como medo, ansiedade e insegurança.
“Ser um Super Yogue é aprender a lidar com as próprias emoções desde cedo, com consciência e presença no dia a dia”, explicam Juliana Terra e Antonio Tigre.
Além disso, a estrutura da série amplia o engajamento. Ao longo da semana, microaulas complementares incentivam práticas simples de respiração, posturas e atenção plena. Assim, o conteúdo não termina no episódio — ele se estende para a rotina das famílias.

Personagens, vozes conhecidas e narrativa envolvente
A história acompanha personagens como Piu, Garu, Neen, Hanan, Shiridara e Ganga, que enfrentam desafios enquanto exploram o universo emocional. Quando tudo parece fora de controle, eles se transformam em Super Yogues para restaurar o equilíbrio na Floresta dos Encantos.
O elenco de vozes inclui nomes conhecidos como Marisa Orth, Miá Mello, Mateus Solano e Antônio Caramelo. Já a atriz Elizândra Souza dá vida a uma presença invisível que conecta a narrativa a uma dimensão mais sensível.
Segundo os criadores, a escolha do elenco não foi aleatória. “São artistas que carregam uma visão de mundo pautada pela ética, positividade e bom humor”, destacam.

Música, frequências e bem-estar
Um dos diferenciais da série está no uso de frequências sonoras terapêuticas. Cada episódio incorpora tons como 432 Hz, 528 Hz, 888 Hz e 963 Hz, associados a estados de calma e equilíbrio.
Esse cuidado amplia a experiência sensorial. Ou seja, não se trata apenas de assistir ou se movimentar — há também um estímulo auditivo pensado para favorecer o bem-estar.

Origem do projeto e expansão
“Super Yogues” é um desdobramento do livro “As Aventuras do Menino Iogue”, escrito por Antonio Tigre, e do espetáculo musical homônimo dirigido por Juliana Terra. A peça já foi assistida por mais de 30 mil pessoas em todo o país.
Com a adaptação para o audiovisual, o projeto ganhou escala. Produzido de forma independente, com apoio via Lei do ISS e parceria com o Studio Split, o conteúdo agora alcança famílias em diferentes regiões.
O que vem por aí
A iniciativa não para na série. A partir de junho, o público poderá conhecer o “Yogloo”, uma estrutura inflável itinerante que levará a experiência para escolas e eventos.
A proposta é simples, mas ambiciosa: criar um ambiente imersivo onde crianças e responsáveis possam vivenciar a prática de forma presencial.
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“As crianças e seus pais terão um ‘portal mágico’ para acessar e vivenciar yoga de uma maneira presencial e interativa”, explica Antônio Tigre.
Enquanto isso, novos formatos já estão no radar, incluindo aplicativo próprio e ações em instituições públicas e culturais.
Mais do que entretenimento

No fim das contas, “Super Yogues” se posiciona além do entretenimento. A série dialoga com uma demanda crescente por ferramentas que ajudem crianças a lidar com emoções desde cedo.
E talvez esse seja o ponto-chave do sucesso: usar a tecnologia não como distração, mas como ponte para algo mais essencial — o autoconhecimento.
É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino






















