Morre Apolinho, radialista esportivo e ex-técnico do Flamengo

Por - 16/05/24 às 09:35

Apolinho segurando escudo do FlamengoApolinho era um dos mais importantes radialistas do país -Foto: Rádio Tupi

Popularmente chamado de Apolinho, Washington Rodrigues morreu, aos 87 anos, na noite de quarta-feira, 15 de maio. Considerado um dos maiores comunicadores da radiodifusão brasileira, ele assistia ao jogo do Flamengo, time do qual chegou a atuar como técnico, quando passou mal.

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Comentarista e apresentador na Super Rádio Tupi, no Rio de Janeiro, Apolinho comandava o “Show do Apolinho”. O programa, no ar desde fevereiro de 1999, era líder absoluto de audiência no segmento há mais de 20 anos.

Apolinho estava internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste carioca. Ele tratava de um câncer agressivo. Amigo de longa data, o também radialista Luiz Penido foi quem comunicou o falecimento de Apolinho, aos prantos, enquanto narrava a partida vitoriosa do Flamengo contra o Bolívar, pela Libertadores.

https://twitter.com/futebol_info/status/1790938691822641157

Quem era Apolinho

Carioca do Engenho Novo, Washington Rodrigues nasceu no dia 1º de setembro de 1936 e era um dos mais conhecidos jornalistas esportivas do Brasil.

Apolinho começou a carreira em 1962 na Rádio Guanabara, atual Rádio Bandeirantes, no programa “Beque Parado”, que falava sobre futebol de salão. Trabalhou em todas as grandes emissoras de televisão e rádio da cidade, entre elas, Globo e Nacional.

Conhecido pela imparcialidade, Apolinho foi um dos poucos comentaristas com grande aceitação pelas quatro grandes torcidas cariocas. Era também reconhecido na profissão, tendo recebido todos os prêmios já criados para homenagear um jornalista esportivo.

O apelido Apolinho surgiu por usar, quando repórter da Rádio Globo, um microfone sem fio que era utilizado pelos astronautas da Missão Apollo 11, de 1969.

Apolinho amava o Flamengo

Apaixonado pelo Flamengo, teve duas passagens pelo clube. A primeira, em 1995, como treinador. Assim sendo, ele conquistou o vice-campeonato da Supercopa Libertadores.

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E em seguida, em 1998, Apolinho fez as vezes de diretor de futebol: “Eu não sou técnico e nunca fui, mas o Flamengo não me convidou, me convocou. E todas as vezes que ele me convocar eu vou”, disse ele.

Apolinho, por exemplo, chegou a enfatizar que não tinha limites quando o assunto era o time do seu coração.

“Pelo Flamengo eu faço qualquer coisa, se o goleiro se machucar e precisar de mim no gol eu vou lá e jogo, pelo Flamengo eu faço qualquer negócio, chamou eu tô dentro, qualquer coisa que quiserem eu vou”, chegou a declarar, por fim.

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É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino


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