Eduardo Moscovis sobre Alma Gêmea: ‘Trabalho muito puxado’

Por - 22/04/24 às 19:05

Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis) em Alma GêmeaFoto: TV Globo/João Cotta

Nos próximos dias, a TV Globo reacenderá a nostalgia com a reexibição de “Alma Gêmea” no programa “Vale a Pena Ver de Novo”. A partir de 29 de abril, os espectadores serão transportados para as décadas de 1920 e 1940 através das vivências de Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis). A novela, uma criação de Walcyr Carrasco com direção artística de Jorge Fernando, será apresentada em duas etapas distintas, começando inicialmente nos anos 20.

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A narrativa de “Alma Gêmea” se desenrola com a trajetória de Rafael, um botânico dedicado ao cultivo de rosas. Sua vida sofre um revés dramático após uma tragédia que redefine seu destino. Ele conhece e se enamora perdidamente de Luna (Liliana Castro), uma bailarina jovem e gentil, com quem rapidamente forma uma família. Contudo, a felicidade é breve, pois um assalto orquestrado pela governanta da casa, a rancorosa Cristina (Flávia Alessandra), resulta na morte de Luna.

Avançando vinte anos no tempo, a chegada de Serena, nova empregada da casa interpretada por Priscila Fantin, surpreende Rafael. A presença de uma marca de nascença em Serena, idêntica à ferida que tirou a vida de Luna, junto a outras semelhanças impressionantes, incitam em Rafael um novo despertar para o amor. Esta conexão inesperada promete reavivar emoções e oferecer uma segunda chance ao coração partido do botânico.

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Eduardo Moscovis comenta sobre “Alma Gêmea”

Em conversa com a TV Globo, Eduardo Moscovis comentou sobre “Alma Gêmea”, primeiramente pela construção de Rafael: “Rafael é um herói clássico, um mocinho romântico clássico, potencializado por ser uma novela de época, o que ajuda bastante nesse romantismo.”

“Ele é um cara muito ético, íntegro e perde o seu amor muito jovem. Passa uma grande fase da vida enlutado, com a casa fechada, deixa a barba crescer, não se relaciona com ninguém. É amargurado, triste, um personagem clássico e lindo que ainda cria rosas. Ele cria uma rosa branca, que simboliza o amor dele, esse amor eterno pela Luna”, afirmou o ator.

Em relação aos momentos difíceis do personagem, afirmou: “O Rafael passa muito tempo na novela nessa dúvida em relação a Serena. Tinham sequências longas e difíceis, em que ele ficava com muita dúvida, ficava angustiado”.

Eduardo Moscovis então disse a cena mais difícil e a mais divertida de gravar em “Alma Gêmea”: “A cena mais difícil foi a sequência final, próxima à morte do Rafael, do incêndio. É uma sequência mais delicada porque também tinha muita emoção”.

“As cenas na pensão eram sempre muito gostosas de fazer, as com Ana Lucia Torre e Flávia Alessandra também, porque era uma mãe e uma filha, e elas eram as vilãs. Nos divertíamos quando a gente ensaiava com as maldades e as estratégias delas”, completou, em suma.

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Lembranças e parcerias

Posteriormente, Eduardo Moscovis relembrou o que guarda com carinho de “Alma Gêmea”: “Lembro muito do Jorginho, do Jorge Fernando, querido. Jorginho tinha um ritmo e um astral muito peculiar, muito dele. Ele imprimia um humor nas gravações, mas acho que o que mais me marcou foi a forma como fui convidado pelo Walcyr Carrasco”.

“Eu estava gravando ‘Senhora do Destino’, uma novela das nove, e estava viajando em turnê com um espetáculo que eu produzia, que era o Tartufo. Eu gravava a novela no meio de semana até sexta-feira, e viajava os finais de semana em turnês pelo Brasil. O ritmo de trabalho estava muito puxado”, relembrou o artista.

“Um dia saímos do estúdio encontrei o Walcyr sentado numa das cadeiras da sala de maquiagem. E Walcyr falou: “quero falar com você”. Aí me deu um nervoso. Eu pensei naquele volume de trabalho que eu estava e pedi cinco minutos. Ele já tinha o anel pronto e me contou rapidamente a sinopse. Tive menos de um mês entre o final da ‘Senhora do Destino’ e o começo da gravação de ‘Alma Gêmea’”, contou Eduardo Moscovis.

Em relação à parceria com o elenco, afirmou: “Foi ótima. Ela sempre muito querida, atenta, envolvida no trabalho, é parceira de jogo de cena. Foi muito bom trabalhar com a Priscila, como foi bom também trabalhar com a Flávia. Tínhamos um elenco muito potente, bom de contracenar. Com Liliana Castro também foi muito legal de trabalhar, ainda fiz um espetáculo com ela também. Ela fez um personagem muito difícil, muito delicado. Foi muito bom fazer”.

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Eduardo Moscovis em dose dupla

Eventualmente, o ator foi perguntado se revisita trabalhos antigos: “Eu não fico revisitando os trabalhos antigos. Eventualmente acontece, principalmente novela, que reprisa agora no ‘Vale a Pena Ver de Novo’. ‘Alma Gêmea’ certamente vou assistir bastante coisa, até porque gravo ‘No Rancho Fundo’, e a novela vai passar enquanto espero para gravar ou estudo”.

“Não mexe muito porque é um contexto, um momento, uma fase. Faz parte da vida. Às vezes remete para aquele momento pessoal que eu passei”, disse Eduardo Moscovis, que comentou ficar no ar em dose dupla com “Alma Gêmea” e “No Rancho Fundo”.

“Esse tipo de situação não lembro de ter passado. ‘Alma Gêmea’ tem quase 20 anos e é uma novela completamente diferente de ‘No Rancho Fundo’. É uma novela de época, personagens diferentes um do outro. Não sei exatamente o que esperar, mas vai ser uma experiência que eu vou ter que passar, mas vai ser bom ver meus trabalhos, muito legais, cada um no seu lugar, na sua existência”, concluiu ele, por fim.

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Raphael Araujo Barboza é formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. OFuxico foi o primeiro lugar em que começou a trabalhar. Diariamente faz um pouco de tudo, mas tem como assuntos favoritos Super-Heróis e demais assuntos da Cultura Pop (séries, filmes, músicas) e tudo que envolva a Comunidade LGBTQIA+.


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