[GATILHO] No Limite – Amazônia: Paulinha revela estupro sofrido

Por - 28/07/23 às 17:00

Paulina em ensaio de No Limite - AmazôniaFoto: TV Globo/Mauricio Fidalgo

No episódio do “No Limite – Amazônia”, da TV Globo, de quinta-feira, 27 de julho, tivemos um momento bastante delicado envolvendo a participante Paulinha, que, quando estava reunida com as mulheres da tribo Urucum, Greiciene, Carol Nakamura e Raiana, desabafou sobre um [GATILHO] episódio de estupro na qual sofreu há quatro anos.

“Em dezembro de 2019, eu estava saindo do trabalho como assistente social mesmo, fiz o resgate de três meninas. Eu saí do abrigo e fui em direção ao ponto de ônibus. Eu estava no ponto de ônibus, até que passou um carro com dois caras. Eles me levaram para um lugar, era uma espécie de garagem, construção…”, revelou ela

“Tinha um cobertor no chão. Colocaram um pano na minha cara com alguma coisa que até então eu não sabia o que era, mas eu desmaiei, eu apaguei. Quando eu acordei, eu estava pelada já, sendo estuprada várias vezes”, contou ela, chorando.

“Eu fiquei lá durante oito horas em cativeiro. No momento que eu acordei, eu tentei resistir algumas vezes, então eu apanhei muito. E eu já não tinha mais forças para resistir, eu fiquei lá jogada”, relembrou Paulinha, sendo apoiada pelas colegas de tribo.

Ainda, a participante relembrou como foi maltratada na delegacia: “Acho que eles acharam que eu morri. Eles me enrolaram nesse cobertor e me jogaram na área de lixo. Aí passou um casal, que viu que tinha alguma coisa se mexendo. E de lá, acho que era para melhorar, mas piorou porque eu tive que ir pra delegacia, quando eu estava na delegacia, eles perguntaram tipo: ‘Mas com que roupa você estava?’”.

SIGNIFICADO DAS TATUAGENS

Depois do relato, Paulinha passou a explicar suas tatuagens: “Talvez, ter sido vítima de estupro, me deixou mais próxima ainda das crianças porque eu não me considero vítima, eu me considero uma sobrevivente do estupro”.

“E aí eu fiz a tatuagem da onça, que é um animal forte e que sozinha faz muitas coisas. E escrevei ‘Melhor que ontem’ depois de tudo que passou. Eu tenho tatuagens sobre as fases que eu passei em minha vida e eles sempre perguntaram pra mim o significado, falei que era uma história muito pesada”, explicou.

“Achei importante que elas soubessem que às vezes eu fico mais amuadinha ou sensível por conta disso”, concluiu Paulinha em seu depoimento para o público, e depois sendo rapidamente apoiada pelas colegas de equipe.

“É uma história tão dolorosa que eu achei que impossível a gente não se apegar à dor que ela sentiu naquele momento”, disse Raiana, emocionada com todo o episódio relatado.

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Raphael Araujo Barboza é formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. OFuxico foi o primeiro lugar em que começou a trabalhar. Diariamente faz um pouco de tudo, mas tem como assuntos favoritos Super-Heróis e demais assuntos da Cultura Pop (séries, filmes, músicas) e tudo que envolva a Comunidade LGBTQIA+.


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