Morre Danilo Miranda, diretor do Sesc, aos 80 anos

Por - 30/10/23 às 10:46

Danilo Miranda dos Santos (Reprodução/@MatheusJosem)Danilo Miranda dos Santos (Reprodução/@MatheusJosem)

O diretor do Sesc e grande nome da cultura brasileira, Danilo de Santos Miranda, morreu aos 80 anos. Em comunicado à imprensa, foi confirmado que ele estava internado desde o começo de outubro e acabou não resistindo em 29 de outubro. A causa da morte não foi divulgada.

O velório dele está acontecendo no Sesc em São Paulo, aberto ao público, e acontece até as 15h da tarde, em Pompeia. Em Itapecerica da Serra, no Cemitério Horto da Paz, á 17h, acontece a cremação. Em nota, o Serviço Social do Comércio (Sesc) lamentou a morte:

“Neste momento de grande consternação para todos nós, em nome da Presidência, do Conselho Regional e do corpo de funcionários do Sesc SP, prestamos nossa solidariedade e sinceros sentimentos à família e aos amigos de Danilo, e nossa homenagem ao querido diretor e companheiro”.

Sobre Danilo Miranda

O diretor do Sesc nasceu em Campos dos Goytacazes em 1943 e ficou conhecido ao se tornar Especialista em ação cultural e formado em Filosofia e em Ciências Sociais na PUC e na FGV. Também teve formação internacional no Management Development Institute na Suiça. Em 2004 foi diretor do Fórum Cultural Mundial. No Sesc/SP ele ficou à frente desde 1984 (40 anos no total). Além disto, ele ficou conhecido como sociólogo e filósofo.

Danilo Miranda foi quem transformou uma das maiores potências culturais na área, investindo em eventos que trouxeram a arte para locais mais acessíveis. Em sua gerência de 40 anos do Sesc teve ótimos resultados e grandes contribuições com exposições de todos os tipos de arte. Com isto, ele criou um projeto que virou referência para as políticas públicas de cultura, junto com a profissionalização de artistas e com foco em uma refinada curadoria para aumentar o conhecimento na arte, chegando a ser considerado para o Ministério da Cultura.

Mesmo não sendo nomeado, estava por trás de campanhas culturais do governo. Trouxe também nomes exponenciais para o conhecimento das artes internacionais no Brasil: Marina Abramovic; Isabelle Huppert e tantos outros nomes das artes plásticas e da arte audiovisual.

A partir dos anos 80, ele se torna frequentador do local que viria a ser diretor anos depois, o Sesc Pompeia. Mesmo durante a Pandemia, onde foi diagnosticado com Covid-19, ele continuou com a agenda e não queria largar a mão de comandar a cultura no Sesc. Antes da hospitalização em outubro, ele reuniu membros da equipe para discutir projetos e programar novas agendas culturais.

Em formação no Jornalismo pela UMESP. Escreve sobre cultura pop, filmes, games, música, eventos e reality shows. Me encontre por aí nas redes: @eumuriloorocha


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