Britney Spears expõe família marcada por suicídio e alcoolismo

Por - 25/10/23

Britney Spears expõe família marcada por suicídio e alcoolismo

Em seu livro “A Mulher em Mim”, Britney Spears abre o seu coração e consegue traduzir em palavras que, desde bem pequena a sua vida familiar nunca foi um sonho de Cinderela. Ao contrário seus antepassados são marcados por tragédias familiares como o suicídio e a loucura entre as quatro paredes de sua casa.

São 275 páginas de seu livro autobiográfico, a estrela pop revisita sua história desde a infância, os tempos de ídolo da música pop, seus dramas pessoais, surtos psicológicos que renderam uma exposição exagerada na mídia mundial, o medo de perder a guarda dos filhos e a luta por recuperar o direito de gerir sua fortuna e se livrar da tutela do pai.

Sobre sua infância ela começa recordando: “Discordar de um dos pais nunca foi permitido na minha casa. Não importa quão ruim as coisas ficassem, havia o entendimento de que se devia ficar calada e, caso contrário, haveria consequências”.

Mesmo assim, a música era seu refúgio, um porto seguro onde ela encontrava a paz. “Durante toda a minha infância, cantei: com o rádio do carro a caminho da aula de dança, quando estava triste. Para mim, cantar era espiritual”, relembra.

Em paralelo ao sonho de cantar, a menina Britney cresceu em um lar nada pacífico. “A tragédia faz parte da minha família. “… meu avô, era um homem abusivo. Jean (a avó) perdeu um filho recém-nascido com apenas três dias de vida. June mandou Jean para o Hospital de Southeast Louisiana, um manicômio horroroso em Mandeville, onde Jean era medicada com lítio. Em 1966, aos 31 anos, minha avó Jean se matou com um tiro diante do túmulo de seu filho, oito anos após o falecimento dele”, relata a cantora reafirmando a personalidade cruel do avô: “Jean não foi a única esposa que June mandou para o hospital psiquiátrico em Mandeville. Também internou a segunda esposa lá. Uma das meias-irmãs do meu pai disse que, quando ela tinha onze anos, June começou a abusar sexualmente dela, até ela fugir aos dezesseis”.

Sobre a confusa relação com o pai, a origem vem de longe: “Meu pai tinha treze anos quando Jean morreu naquele túmulo. Sei que o trauma, em parte, explica o jeito que ele agia com os meus irmãos e comigo; do porquê nada nunca era bom o bastante para ele. Meu pai forçou meu irmão a ser o melhor nos esportes. Meu pai bebia até não conseguir pensar mais. Uma vez desapareceu durante dias. Quando ele estava bêbado, era extremamente malvado”, conta.

Enquanto a família do pai carregava os traumas do abuso, do alcoolismo e do suicídio, a família da mãe era completamente diferente. Natural de uma família elegante e sofisticada de Londres, cujos integrantes amavam cantar e tocar instrumentos.

O casamento fez de Lily, a avó, uma mulher triste e amargurada. “Transitando pelo interior do estado da Louisiana, observando a noite, se dando conta de que sua vida grande, vibrante, cheia de música e museus e chás da tarde londrinos estava prestes a se tornar pequena e difícil. Em vez de ir ao teatro ou comprar roupas, ela passaria a vida presa no interior, cozinhando e limpando e ordenhando vacas”.

Britney conta que a avó deixou de lado suas paixões e se transformou numa mulher “obcecada por limpeza e sentiu falta de Londres até o dia de sua morte”.

Com uma vida bem tranquila e abastada a mãe, Lynne, sempre se vestiu bem e convivia em harmonia com “os caras gays da cidade, que lhe davam carona em suas motos”. Ao conhecê-la, Jammie, seu pai logo ficou interessado e graças ao seu porte físico impecável, a jovem logo se encantou.   “O relacionamento deles nasceu de uma atração mútua e de um senso de aventura. Mas a lua de mel tinha acabado muito tempo antes de eu vir ao mundo”, afirma a cantora.

O alcoolismo do pai sempre foi um fantasma na família.  Ainda pequena a menina  adiquiriu o hábito de se esconder nos armários.  Eu sempre sumia na casa da minha tia. Todo mundo se juntava para me procurar. Quando estavam prestes a entrar em pânico, eles abriam a porta de um dos armários e lá estava eu… Me esconder era um modo de chamar atenção. O outro era cantar e dançar”, relembra.

Todas estas histórias são narradas no prólogo e primeiro capítulo da autobiografia. Seguimos com a leitura e logo traremos mais momentos marcantes.

Idealizadora do site OFuxico, em 2000 segue como CEO e Diretora de Conteúdo do site. Formada em jornalismo pela Faculdade Casper Líbero, desde os anos 1980 trabalha na área do jornalismo de entretenimento. Apaixonada por novelas, séries, reality, cinema e estilo de vida dos famosos.