Caso Daniel Alves: MP da Espanha pede 9 anos de prisão por estupro

Por - 23/11/23 às 14:20

daniel alves de jaqueta preta sem camisa caminhandoFoto: Reprodução/Instagram @danialves

Daniel Alves está preso desde janeiro na Espanha, acusado de estupro a uma jovem após ir para uma boate em Barcelona ano passado. Ele está sob julgamento e prestando depoimentos enquanto a Justiça avança com o processo.

Com meses de julgamento, o Ministério Público da Espanha pediu nove anos de prisão para o jogador de futebol, além de uma indenização de 150 mil euros (R$ 799 mil) para a vítima, a títulos de danos morais e psicológicos. As informações são da agência de notícias “EFE”, repassadas pelo GE.

Vale ressaltar que, na semana passada, o Tribunal de Barcelona notificou as duas partes do caso sobre o julgamento de Daniel Alves, oficializando o fim das investigações e dando cinco dias para a apresentação de acusação e defesa. A data da audiência, porém, ainda não foi definida.

Lembrando que, desde que foi para a cadeia e seu julgamento teve início, a defesa do atleta era comandada por Cristóbal Martell, de 61 anos, conhecido por defender políticos e Lionel Messi nas acusações fiscais, mas no dia 05 de outubro, a TV Antena 3, da Espanha, revelou que o advogado abandonou o caso.

Segundo a imprensa internacional, o profissional enxerga que o caso de Daniel Alves está perdido e que ele será condenado de qualquer forma, e optou por realizar um acordo para deixar o caso. Quem deve assumir a defesa de Daniel Alves é Inés Guardiola, especialista em direito penitenciário.

RELEMBRE O CASO

O caso teria acontecido no dia 30 de dezembro do ano passado na discoteca Sutton, em Barcelona, e a suposta vítima denunciou o jogador dois dias depois. A vítima contou que estava dançando com amigos quando foi abordada pelo atleta baiano.

Segundo o depoimento dela, o lateral se apresentou como um homem chamado “Dani” e que “jogava petanca no Hospitalet, município da Espanha”. No entanto, os amigos mexicanos da vítima teriam reconhecido o jogador.

Em seguida, o brasileiro teria ficado atrás da vítima, falando em português, até o momento em que agarrou a mão dela com força e levado até seu pênis, o que teria se repetido duas vezes diante da resistência da mulher.

Após a primeira abordagem, o jogador teria levado a mulher até o banheiro durante 15 minutos e a impedido de sair. No local, Daniel Alves teria sentado no vaso sanitário, puxando o vestido da mulher para cima, e a obrigado a sentar sobre ele, proferindo expressões ofensivas.

Na sequência, o jogador teria tentado forçá-la a praticar sexo oral. Diante da resistência, Daniel teria batido na vítima e a colocado no chão para, novamente, forçar uma relação sexual. De acordo com o depoimento da mulher, Alves disse para ela esperar para sair depois que ele deixasse o local.

REVELAÇÃO DO OCORRIDO

O jogador já havia saído da boate quando a vítima relatou o caso para os seguranças. O laudo médico da vítima constatou lesões compatíveis com a luta, como escoriações no joelho.

No local também, foram obtidos restos de líquido seminal que devem ser comparados com uma amostra de DNA que o brasileiro aceitou entregar para os investigadores. O legista concluiu que a jovem estava “orientada” e se expressou de forma “coerente”.

Inicialmente, o lateral se pronunciou sobre o caso durante uma entrevista a um programa de TV espanhol, negando as acusações. Porém, dias depois, ele mudaria a versão, confirmando a relação sexual. Ele está preso desde o dia 20 de janeiro e não tem direito a fiança.

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Raphael Araujo Barboza é formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. OFuxico foi o primeiro lugar em que começou a trabalhar. Diariamente faz um pouco de tudo, mas tem como assuntos favoritos Super-Heróis e demais assuntos da Cultura Pop (séries, filmes, músicas) e tudo que envolva a Comunidade LGBTQIA+.


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