Tenório da versão original de Pantanal fala da cena de castração: “Silêncio aterrador”

Por - 01/06/22 às 13:30

Tenório da versão original de Pantanal fala da cena de castraçãoFoto: Manuela Scarpa/ Brazil News/ Reprodução SBT

Uma das cenas mais emblemáticas da primeira versão de “Pantanal” ocorreu na reta final da novela. Foi Tenório, vivido pelo ator Antônio Petrin castrando Alcides, interpretado por Ângelo Antônio, depois que o vilão descobre o caso da mulher, Maria Bruaca, na época Ângela Leal, com o peão.

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Manuela Scarpa/Brazil News

Em entrevista ao jornal O Globo, Petrin recordou a cena, ainda não confirmada pelo diretor Bruno Luperi no remake da atual novela das nove da Globo.

Petrin disse a publicação que na época, os bastidores foi tomado por um “silêncio aterrador e que tudo estava carregado de muita emoção”.

“Saímos muito cedo da fazenda onde estávamos para andar um espaço grande até o local em que a cena seria gravada. Lembro que eu e Ângelo Antônio caminhávamos lado a lado e nem nos olhávamos, era um silêncio aterrador. Sabíamos da dificuldade que seria gravar aquela cena, carregada de emoção”, contou.

Reprodução/SBT

Na cena já mostrada pelo OFuxico, Ângelo estava deitado em uma rede e amarrado. Nesse momento, Petrin disse que viu um dos diretores emocionado, com lágrimas nos olhos, fazendo com que ele mergulhasse naquela cena como nunca tinha feito anteriormente em um trabalho.

“Olhei para a cara do diretor, o (Carlos) Magalhães, e vi lágrimas saindo pelos seus olhos. Aquilo me provocou muito, redobrou a minha emoção, eu tremia. Falando disso agora parece que estou sentindo a mesma coisa. A Ângela Leal ali ao lado, sofrendo com a cena… Foi um dos momentos mais marcantes da minha trajetória como ator em termos de emoção e de dificuldade de gravar em um lugar tão inóspito”, recordou.

Ainda a publicação, Petrin lembrou do momento em que o diretor disse “corta”, e todos ali presentes caíram na risada.

“Caímos na risada, como sempre acontecia. Fazer papel do vilão é se divertir muito. Sempre penso: ‘Que maldade vou fazer hoje?’. E o público morre de raiva da gente”, disse.

Reprodução/SBT

Naquela época, por causa do personagem, Petrin teve sua casa em Santo André, São Paulo, apedrejada. Contou que em outra situação, foi alvo de duas senhoras que queriam bater no ator. Disse que se não fosse a colega Ângela Leal sair em defesa dele, ele tinha apanhado.

Antônio Petrin, que não está acompanhando o remake, pois está em cartaz no teatro, ainda recordou um momento bastante tenso vivido pela equipe nas gravações no Mato Grosso do Sul.

“A gente morria de medo de jacaré e onça. Teve até o caso de uma pessoa de lá que foi atacada por abelhas e, ao se jogar no rio para se salvar, acabou sendo abocanhada por um jacaré. Foi terrível. Havia esse tipo de problema, mas a gente era muito bem monitorado pelas pessoas de lá”, contou.

E por fim, elogiou Murilo Benício, que interpreta Tenório atualmente. “Murilo é excelente ator e um colega maravilhoso, deve estar fazendo bem o personagem, que é muito bem trabalhado por essa maldade que conduz a maneira com que ele se relaciona com a família. É um papel interessante”, finalizou.

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