Guerra na Ucrânia: ‘Ninguém descarta um bombardeio atômico’, diz Bial

Por - 22/03/22 às 12:28

Guerra da Ucrânia: 'Ninguém descarta um bombardeio atômico', diz BialReprodução/TV Globo

Pedro Bial, convidado do “Mais Você” desta terça-feira, 22 de março, conversou com Ana Maria Braga a respeito dos últimos acontecimentos sobre a Guerra da Ucrânia. O jornalista de 63 anos, que aos 33 cobriu a Guerra da Bósnia, a primeira Guerra do Golfo, entre outros conflitos de perigo, afirmou que “todas as possibilidades estão abertas”.

“Eles (os russos) têm o maior arsenal de guerra do mundo. Até mesmo dependendo do desenrolar dos acontecimentos, ninguém descarta mesmo um bombardeio atômico”, disse o jornalista. ” A Ucrânia se desarmou, mas a Rússia, não. É um tremendo retrocesso”, acrescentou.

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No bate-papo, Bial também relembrou o ano de 1991, a vez que cobriu a guerra que levou o fim da União Soviética.

“Era uma questão muito delicada na época, que todos já previam ou temiam o fim de um “império humilhado”. Ele (o império soviético) se desmoronou por si só depois de um longa Guerra Fria. Mas havia todo um cuidado dos diplomatas de não caracterizar essa humilhação do império. Teve cuidado por parte do governo norte-americano, mas acho que a partir da década de 1990, os EUA assumiram uma atitude triunfalista, como se eles tivessem vencido a Guerra Fria, quando de fato foi a União Soviética que a perdeu”, opinou.

Reprodução/TV Globo

Bia seguiu falando sobre o assunto fazendo uma ponte com que o está acontecendo hoje na Ucrânia.

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“E essa humilhação de império, historicamente leva a uma imprevisibilidade como essa, de uma invasão, que não foi a primeira, né? O Putin evoca essa memória não só do império soviético, mas do império russo, e então, sim, já se podia temer há 30 anos que essa humilhação de império poderia trazer uma conta mais tarde. E chegou de uma maneira terrível”, disse.

Em outro momento, Bial recordou com foi cobrir guerras ainda no início de sua carreira profissional. “Para nós, repórteres e jornalistas, é um pouco estimulante. É meio tudo que a gente sonhou, cobrir uma guerra, onde as questões básicas da existência estão ali, entre via e morte, verdade e mentira. Para o jornalista é uma grande realização”, disse.

E acrescentou recordando a vez que uma bomba explodiu muito perto deles. “Mas a gente não pode perder de vista as pessoas, as pessoas que estão ali. Isso é heroísmos. Perdi parte da audição por causa de uma bomba que caiu muito perto. Acho que foi a audição direita.”, disse.

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“Agora, com o passar do tempo, não é que melhorou o ouvido atingido, piorou igual (risos). Então, eu estou surdo igual dos dois ouvidos. Estou resistindo a usar aparelho de surdez. Hoje em dia eles são espetaculares. Teve gente que ficou surdo por causa do havy metal, então também é digno”, comemento.

Bia encerrou sua participação no “Mais Você” respondendo se acredita numa trégua entre russos e ucranianos. “Talvez um cessar fogo em breve, uma interrupção das hostilidades, mas a mágoa e o ressentimento se mantém e `às vezes nunca se cura”, concluiu.

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