Israel: Namorada de Ranani se despede do gaúcho, que gravou vídeo momentos antes de morrer. Veja!

Por - 10/10/23

Selfie de Ranani e a namorada

Namorada de Ranani Glazer, gaúcho que foi encontrado morto após a invasão de extremistas à rave da qual participavam, em Israel, no último sábado, 07 de outubro, Rafaela Treistman, fez uma comovente declaração ao amado.

Nesta terça-feira, 10, a jovem brasileira – que conseguiu escapar do ataque terrorista, assim como o amigo que acompanhava o casal – afirmou que Ranani salvou a vida dela. Segundo Rafaela eles viveram uma história de cinema.

“Nunca imaginei que eu não estaria agora com você. Nunca pensei que existiria um após você. Assim como você sempre disse, nosso amor foi a primeira vista, foi rápido e intenso, mas eu te amei em cada segundo que estivemos juntos”.

Rafaela publicou uma série de fotos ao lado de Ranani, a que chamou de “um ser cheio de luz”. A jovem afirmou que nunca havia se sentido tão feliz quanto ao lado dele e destacou sonhos que o brasileiro ainda tinha, como o de se tornar um DJ famoso. Ela contou que os dois, inclusive, chegaram a compor uma música juntos.

Postagem Rafaela namorada de Ranani
Reprodução/Instagram @rafatreistman

Vídeo antes de morrer

Quando ainda estava no bunker, para onde conseguiu correr com a namorada e um amigo, quando os ataques começaram, Ranani Glazer chegou a gravar um vídeo.

“Foi cena de filme. No meio da rave a gente parou num bunker, começou uma guerra em Israel, pelo menos a gente está num bunker agora, seguro”, disse.

Quem era Ranani Glazer?

Gaúcho de Porto Alegre, Ranani tinha 23 anos e há sete morava em no país. Ele tinha cidadania israelense e chegou a prestar o serviço militar em Israel.

Ranani, que trabalhava como entregador, morava em Tel Aviv com amigos. O pai mora em Israel e a mãe, em Porto Alegre.

Na web, o jovem costumava compartilhar sua rotina mostrando as baladas das quais participava e as viagens que fazia, como as recentes visitas a Amsterdã, Portugal, e Reino Unido. Ranani completaria 24 anos no próximo dia 13 de outubro.

O que aconteceu com Ranani

O brasileiro Rafael Zimerman contou que estava na rave ao ar livre com Ranani e a namorada do gaúcho, Rafaela Treistman, quando a invasão começou.

Os três conseguiram se refugiar em um bunker, mas o local foi invadido. Desesperado, Rafael resolveu se fingir de morto para continuar vivo. Ele não sabe em que momento o amigo se perdeu.

Rafael e Rafaela conseguiram escapar: “Eu lembro do Ranani me falando para eu não olhar, porque tinham pessoas mortas em cima da gente e que estávamos usando o corpo delas para não tomarmos tiros”, contou a namorada do gaúcho.

O que está acontecendo em Israel

  • O conflito na região começou no último dia 07 de outubro;
  • Homens armados do Hamas invadiram Israel e atacaram diversas cidades;
  • A rave onde Ranani, as duas cariocas desaparecidas, o pai de Alok e vários outros brasileiros estavam foi um dos primeiros alvos dos terroristas;
  • No local, no distrito sul de Israel, a menos 20 quilômetros da Faixa de Gaza, forma registrados 260 mortos.
  • Ao todo, entre Israel e Palestina, já são 1.770 mortos (até o fechamento desta reportagem)

Pai de Alok esava na festa de música eletrônica

Pai de Alok, o DJ Juarez Petrillo estava prestes a se apresentar no evento quando tudo aconteceu. Na madrugada desta terça-feira, 10 de outubro, chorando muito, Alok deu detalhes da situação de seu pai e comentou os ataques.

“O meu pai estava no evento que aconteceu um grande massacre dos terroristas, que matou mais de 260 pessoas. Meu pai estava prestes a se apresentar quando começou a ter um bombardeio e o evento foi interrompido e a polícia começou a evacuar”, disse ele, explicando ainda como Juarez conseguiu escapar.

Todo mundo saiu correndo. Meu pai saiu correndo, conseguiu entrar em um carro e sair de lá. O carro de trás foi baleado, meu pai conseguiu se abrigar em um bunker e ficou seguro lá”.

O artista ressaltou que o pai apenas tocaria no evento, desmentindo boatos de que Juarez seria o organizador: “Infelizmente, em meio a todo esse caos e essa angústia, está rolando uma fake news de que meu pai era o responsável e produtor do festival. O que não é verdade. Meu pai não é o organizador, não é o responsável, ele foi lá como contratado! Me ajudem a espalhar o que é verdade, por favor”, pediu Alok.  

É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino